Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens

14.7.10

De um mail que recebi

"Escândalo na UE



Crise??? Qual crise?????



Escândalo na UE! ! !
(foi traduzido de um original em francês, recebido por e-mail)
A. João Soares

Você já reparou que os políticos europeus estão a lutar como loucos
para entrar na administração da UE ?
E por quê?

Leia o que segue, pense bem e converse com os amigos.
Envie isto para os europeus que conheça!
Simplesmente, escandaloso,

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para
os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma
antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.

Sim, você leu correctamente!

Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos
Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...),
os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha
..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.

Porquê e quem paga isto?

Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de
miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes
de ouro.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"

Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta
mensagem para todos os europeus.
É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....

Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ...
Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls"
dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.



Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto
da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de
serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês. O
equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do
sector privado após uma carreira completa (40 anos)..


O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos
renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão
por mês.

É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao
máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em
branco.

Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá €
12 500 por mês de pensão.
2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.
Consulte a lista em:
http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonne=62286

Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a
certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o
máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as
suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio
para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim,
é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os
tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5
anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para
eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos...
Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os
membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido
concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro
a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores,
mediadores, etc.

Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a
sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do
contribuinte ...
Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é
a sanção: avisos, multas, etc.
Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que
se está a delirar!

Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu
que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são
legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas »,
beneficiam do sistema e não pagam as quotas.
E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma
oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar
lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os
cotovelos, no pote da compota?

Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente
comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do
choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa
custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de
carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!


Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à
nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que
levá-los a colocar os pés na terra."



9.6.09

Alternativo/a!?!? - in Blitz

Partido Pirata já tem lugar no Parlamento Europeu

Força política que se preocupa com os direitos de quem faz downloads obteve, na Suécia, 7,1% dos votos, nas eleições europeias deste fim-de-semana.



O Partido Pirata, uma força política da Suécia, ganhou este fim-de-semana um lugar no Parlamento Europeu, ao obter 7,1% dos votos dos suecos nas eleições europeias.

Formado em 2006, o Partido Pirata defende a reforma das leis que regulam os direitos de autor e as patentes, bem como o reforço do direito à privacidade, quer na internet quer no quotidiano "off line".

Apesar do nome semelhante, o Partido Pirata não é uma "extensão" do site de download gratuito de música e outros conteúdos, o Pirate Bay, cujos mentores foram recentemente condenados a um ano de prisão.

Contudo, esse caso contribuiu para o aumento da popularidade do Partido Pirata, que em poucos dias após o anúncio desse veredicto se tornou o terceiro partido com mais membros na Suécia.


Partido Pirata já tem lugar no Parlamento Europeu -
A bandeira do Partido Pirata, da Suécia


À Reuters, o principal candidato do Partido Pirata, Christian Engstrom, exultou: "Isto é fantástico e mostra que há muitas pessoas para quem a integridade pessoal é importante e que se preocupam com lidar com a internet e a nova sociedade de informação da forma mais correcta".

"Temos muita força entre [os eleitores] com menos de 30 anos. São eles que percebem melhor o novo mundo. E acabam de mostrar que não gostam da forma como os grandes partidos lidam com estes temas", afirmou Christian Engstrom.

"Vamos usar todo nosso poder para defender a integridade pessoal e os nossos direitos civis", completou o detentor do lugar do Partido Pirata no Parlamento Europeu.

Citado pela imprensa internacional, o líder do Partido Pirata, Rick Falkvinge, afirmou que este resultado é uma vitória dos jovens ligados às novas tecnologias.

"Juntos, mudámos hoje o cenário da política europeia. Pouco a pouco, os políticos mais velhos destruíram o estilo de vida dos mais jovens. Nós não aceitamos a vigilância em massa das autoridades", disse ainda Rick Falkvinge.

Se o Tratado de Lisboa entrar em vigor, o Partido Pirata poderá ter dois, e não apenas um eurodeputado no Parlamento Europeu.
Site do Partido Pirata

Eleições Parlamento Europeu 2009 - publicado a Junho 08 2009 | La Repubblica



"As eleições europeias, marcadas por um novo recorde de abstenção (apenas 43% dos 388 milhões de eleitores foram votar) talvez não alterem substancialmente a distribuição dos lugares no Parlamento. No entanto, desenham-se alterações profundas, tanto entre as direitas como entre as esquerdas do continente.

O Partido Popular Europeu confirma a sua posição de primeiro grupo no Parlamento e ganha lugares. O Partido Socialista permanece o segundo grupo, mas perde um número não negligenciável de assentos parlamentares, compensados pelo nítido crescimento dos Verdes, que se afirmam como o quarto grupo, e da extrema-esquerda, que conserva as suas posições e ganha mesmo alguns lugares. Confirmando o seu papel de fiel da balança – votam por vezes com a esquerda, noutras com a direita –, os liberais permanecem o terceiro grupo político europeu, enquanto os partidos claramente de direita e hostis à integração europeia registam sucessos consequentes em numerosos países (Países Baixos, Áustria, Hungria, Reino Unido).

No entanto, por trás da fraca mobilidade aparente destes partidos, desenha-se uma mudança profunda do panorama político europeu. A direita moderada chega paradoxalmente a ganhar nas duas frentes: quando está no Governo, como a França, a Itália e a Alemanha, é a sua mensagem de força tranquila, capaz de interceptar e acalmar os receios do eleitorado que lhe assegura a vitória; quando está na oposição, como na Espanha ou na Grã-Bretanha, arrecada os dividendos do voto de protesto, que faz pagar aos partidos no poder as consequências da crise económica.
A crise dos partidos socialistas a nível europeu parece ser mais uma crise de linguagem – uma afasia relativamente ao seu eleitorado tradicional e aos seus novos eleitores potenciais – do que uma crise política.

Por último, outro elemento extremamente significativo: o sucesso da extrema-direita xenófoba e antieuropeia nos Países Baixos, Reino Unido, Áustria, Hungria e até na Finlândia, onde o medo relativamente às transformações sociais aceleradas pela crise económica se exprime através da cólera, da hostilidade e da reivindicação de uma “ordem" moral e racista. Estes resultados, que confirmam nas suas grandes linhas a actual distribuição das forças políticas no Parlamento Europeu, deverão também anular os últimos obstáculos potenciais à recondução de José Manuel Barroso na presidência da Comissão Europeia. Em contrapartida, é provável que o Partido Socialista Europeu reivindique a presidência da União prevista pelo Tratado de Lisboa para um membro da sua formação. Neste caso, que candidato que se revelaria menos “socialista” e mais adequado, no entender das direitas, que o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair?"

Andrea Bonanni



Como eu digo, nada mudou pois não? Ou se mudou foi quase imperceptível. E portanto os "europeus" borrifaram-se para estas eleições, não lhe dando a merecida importância, mostrando mais uma vez o quanto esta Europa está mais longe do povo europeu, ou vice-versa.

4.6.09

Erasmus, uma fábrica de Europeus - publicado a Junho 03 2009 | Le Monde

Desde que foi criado em 1987, 1,7 milhões de estudantes europeus participaram neste programa de intercâmbio. Vinte anos após a sua criação, poderemos concluir que o Erasmus contribuiu, de facto, para forjar um espírito europeu mais aberto?

Semente de europeus? Os jovens que entram num projecto Erasmus durante os seus estudos superiores são a vanguarda da nação europeia? Era essa a ideia, aquando do lançamento do programa, em 1987. "O objectivo da União”, esclarece Anne Van Gemert, membro do gabinete de informação de França do Parlamento Europeu, “é promover certos valores entre os europeus: solidariedade, liberdade, mobilidade… Nos anos 1980, apercebemo-nos de que o que se tinha avançado no plano económico ou agrícola não tinha equivalente em matéria de cidadania. Daí o lançamento do Erasmus."

É difícil dizer se a União Europeia foi bem sucedida nesta sua aposta. É verdade que 1,7 milhões de estudantes beneficiaram do programa em mais de vinte anos e apresentam características comuns. "Se ‘A Residência Espanhola’ (Cédric Klapisch, 2002) é um filme de culto para os estudantes Erasmus, é porque mostra bem como se constrói o seu pequeno mundo, um grupo à parte", considera Sara Pini, chefe de investigação da Fundação para a Inovação Política, ex-estudante Erasmus, italiana. O que os une é a mesma experiência de desenraizamento. “Partilha-se algo muito forte, que cria relações, frequentemente exclusivas", prossegue. Essas comunidades multiculturais constituem "unidades de vida informais, uma ocasião extraordinária de aprendizagem prática do que é a Europa".

Nesses viveiros europeus, crescem redes de amizade ou de projectos, como o site Internet Café Babel, "o primeiro meio de comunicação europeu, multilingue, cujo objectivo é contribuir para o surgimento de uma opinião pública europeia", explica Alexandre Heully, director de Comunicação do site. O viveiro torna-se berçário, quando os inevitáveis "eurocasais" dão "eurobebés". "O Erasmus é a agência matrimonial mais eficaz da Europa!", brinca Sara Pini.

Mas isso cria um espírito europeu? Sim, concordam Van Gemert, Heully e Pini. "As gerações que passaram pelo Erasmus”, esclarece Sara, “estão agora a chegar ao poder político e económico. Observa-se nestas jovens elites uma maior abertura." Determinar a parte que cabe à experiência Erasmus é difícil. Magali Ballatore, pós-doutoranda ligada ao CNRS [centro francês de pesquisa científica] e a trabalhar sobre a mobilidade do Erasmus, observa que o sentimento de ser europeu "não depende apenas do passado no Erasmus, mas também da personalidade, da história ou do meio social e cultural de que vêm. Além disso”, prossegue, “o facto de estar no estrangeiro e de conviver com outros estudantes estrangeiros pode também exacerbar um sentimento nacional ou local que não era especialmente sensível anteriormente…"

É, então, um núcleo de uma nação europeia? "As vagas de imigração na Europa, muito mais amplas que os 1 ou 2% de estudantes envolvidos no Erasmus, fizeram mais pela Europa", considera Magali Ballatore. Esta fragilidade não escapou ao secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Le Maire, que quer que os programas de mobilidade europeus sejam alargados de modo a que metade de uma faixa etária possa beneficiar deles.

Benoît Floc'h
Tem a palavra quem foi de Erasmus, ou quem não foi. Mas tem a palavra quem quiser.